sempre inexistido
amor, felicidade, a peremptória
vontade derradeira dos viventes,
o medo de supor estar-se ausente
transita pelas mentes transitórias.
derrotas contumazes, vãs vitórias
parecem nunca ser suficientes,
e morre a humanidade descontente,
fazendo vista cega à sacra história.
mas não façamos nós ouvidos moucos,
se somos da razão favorecidos,
se ainda não estamos todos loucos.
notemos neste mundo decaído
que o que eterno não é é sempre pouco,
é a nulidade, o sempre inexistido.
marcos satoru kawanami








