ESPARSAMENTE
Na treva ensolarada em que partiste,
portavas radiante formosura
e um cinismo mais puro que a mais
pura
persona das personas que vestiste.
A rima dos meus versos ficou triste,
e a morte me assoprava com ternura
na direção de entrar na sepultura,
sorrindo como tu jamais sorriste.
Porém, não sei por que, fui eu
ficando
mais jovem, jovial, e até contente,
conforme os anos foram se passando.
Agora, apenas sofro esparsamente,
e apenas ao te ver de vez em quando,
já velha, sem o ser, sem nenhum
dente.
Marcos Satoru Kawanami







