RECORREMOS
Trajando trajes andrajosos, ou
na estica dos salões da sociedade,
ninguém consegue achar felicidade
perene neste mundo onde ora estou.
Aqui, tudo é centelha que passou
diante da divina eternidade,
um nada inexistiu, a veleidade
de achar que sou mais eu, quando não sou.
Tragando ultrajes pedregosos, vamos
em busca do que fomos e seremos
após o tempo humano que datamos.
A quem nos há criado recorremos;
por Deus, nós somos, fomos, e voltamos
à tal felicidade, que perdemos.
Nhandeara, 25 de fevereiro de 2016
Marcos Satoru Kawanami









