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CRÍTICA CRÔNICA
— Ele já me comeu, e
eu vou morar com ele! —,
o verso alexandrino
a rapariga diz
com esmerado amor,
irado amor, feliz(?)
por tão fodidamente
entrar na vida dele.
Penico é meu ouvido,
e a culpa é só daquele
penico que aceitou
plantar uma raiz
sem galho, mas
caralho, e faz a cicatriz
na cara do planeta,
ele que se ajoelhe.
É o tal sexo seguro, asseguradamente
gerando pueris,
cruéis contos de fada
nos quais a gente é coisa e nem parece gente.
Já, na Escola, se vê
quão desestruturada
tem a Família
estado, e quão impunemente
omite-se o Estado,
em laica debandada.
Nhandeara, 30 de
janeiro de 2016
Marcos Satoru
Kawanami









