PARUSIA
Talvez jamais fará
sentido eu ser
a escrita do
dissenso para o triste
num mundo em
contrassenso, que inexiste
aos olhos de uma
pena de escrever.
A pena caligrafa sem
saber
dos olhos desta mão
que a tem em riste,
e o coração é órgão
que persiste
até o final, porque
mais pode ver.
Mas tenho no sentido
de existir
sentido para a
escrita, da qual sou
o senso e não a pena
a redigir.
E existo para e por
quem me criou
rumo ao subido mundo
que há de vir
com Cristo, que do
mal nos resgatou.
Nhandeara, 10 de
setembro de 2015
Marcos Satoru
Kawanami











