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Parte do elenco de Fogo No Rabo, da TV PIRATA. Da direita para a esquerda: Cristina Pereira, Pedro Paulo Rangel, Louise Cardoso, Diogo Vilela, Ney Latorraca e Débora Bloch. |
FOGO NO RABO – uma novela
do mano Elcarlos
A reprise da novela Fogo
no rabo tem aguçado a imaginação da minha cachorrinha, que
passou a perseguir o próprio rabo e lamber a própria periquita. A senhora já
lambeu a própria periquita? E o senhor, já lambeu o próprio pau? Minha
cachorrinha é mais esperta que nóis tudo...
Falando em periquita, é esse mesmo o
tema da novela, cuja trama está centrada no desequilíbrio ecológico entre duas
periquitas sapatonas dubladas por um papagaio tarado, que fazia as duas vozes,
e ainda cantava Conceição nos intervalos.
Conceição não atuou na novela, mas era
modelo e atriz, e não tem nada a ver ficar falando da moça aqui, mesmo porque
ela levou pau no teste de solfejo, dó ré mi sol fá... É, devia ter cantado fá
sol.
Voltando ao assunto. Uma das periquitas
é segurança de uma boate em que só dá galinha, a Boate Galinheiro. Daí vem o
ciúme doentio da outra periquita, e ciúme de sapatão... é rola! Tudo
por causa do galo do galinheiro, ainda que ele foda com o cu, e durma em cima
de um pau. Enfim, o mamão é macho, mas é fruta, e esse galo bota ovo.
Típico ciúme sem fundamento, o problema
é da periquita, que anda murchinha pelos cantos, mas é fértil, principalmente
de imaginação. Então, você já viu, ela começa a fazer uma merda atrás da outra
até terem de trocar o piso da gaiola.
Nessa fase de mudanças, a periquita da
Boate Galinheiro sofre uma crise de identidade psicofuricular, e resolve dar
para o galo. Aí, fudeu, ou muito pelo contrário. A bichice do galo é justamente
o que atrai a periquita, que é espada, e se vê mais confusa que corintiano em
fla-flu, ou grenal, sei lá, fiquei confuso agora.
A trama segue enovelada com sucessivos
novelos novelísticos, até que Barbosa entra para resolver a parada. Ney
Latorraca, que já viu a novela, sabe que Barbosa é o cara, fala feito um
retardado, e vai passando o rodo.
E, já que é reprise, posso contar o
final da estória. Barbosa acaba ficando com a Boate Galinheiro, come todas as
galinhas, e solta a franga, digo, o galo.
O galo faz cirurgia de mudança de sexo,
e descobre quem realmente ele é: uma franga sapatão! Assim, a periquita
segurança consegue seduzir o galo franga sapatão, e o leva para casa, onde
passam a viver um ménage-à-trois com
a outra periquita.
O papagaio tarado, inconformado com o
desenrolar dos trabalhos, manda eu parar de escrever.
Eu não o obedeço, afinal, minha patroa
é Conceição, que voltou para o morro a sonhar, depois da pacificação e da UPP.
Falando nisso, cadê a Conceição?
E o papagaio filho da puta diz: “Conceição
tá na UPP, seu corno! Maria UPP, Maria UPP... Canta comigo, veado!”.
Nhandeara, 7 de
junho de 2015
Marcos Satoru
Kawanami