TEOLOGIA DA COMPUTAÇÃO
O vivente sem
um braço mantém a consciência de si, o braço não contém a sua essência. O
vivente sem os olhos mantém a mesma consciência, os olhos não contêm a sua
essência. O vivente que perde parte do cérebro, e volta a si, não tem sua
essência em todo o cérebro, mas em alguma parte do que lhe sobrou do cérebro.
Daí, se
isolássemos a parte do cérebro que detém a consciência de si do cidadão, e a
mantivéssemos em condições vitais, estaríamos preservando a essência de um ser
humano e o mantendo realmente vivo? Então haveria de ser um pedaço de massa encefálica o ser
humano em si, a sua essência?
Talvez, esta
parte de cérebro seja um magnífico hardware onde atue o software que tenho por
costume denominar alma.
E, caso este software não saia do hardware após a pane geral
e cabal, será possível que uma espécie de antena transmita, em tempo real
on-line, atualizações do vivente para um back-up superior? (Nhandeara, 29 de
junho de 2012)
A gente não é
fisicamente e quimicamente o mesmo que era na infância, ou mesmo há alguns dias
atrás; os elementos de nosso corpo mudam e se renovam com o passar do tempo;
mesmo o cérebro, que se mantém mais estável, muda e se renova com o tempo,
conexões são feitas e desfeitas a cada instante entre os neurônios, e os elementos
químicos entram e saem de lá.
De maneira que
o hardware cerebral altera-se com o tempo, enquanto que o software alma
mantém-se o mesmo; por isso mantemos a unidade da consciência de nós mesmos
durante a vida, somos a mesma alma do começo ao fim da vida. (Nhandeara, 4 de
julho de 2012)
—
BACK-UP DA ALMA:
A memória do
vivente é fixada no hardware cérebro, determinados danos ao cérebro levam a
perdas de memória irreversíveis, de modo que a alma em si não tem memória
alguma; daí a necessidade de um back-up da memória cerebral ser transmitido em
tempo-real on-line para um HD além do vivente, se for haver vida após a morte,
seja ela espiritual ou em reencarnação do corpo com restauro da memória
pregressa.
Quanto ao fato
de o software alma estar presente para o funcionamento do hardware cérebro,
parece correto afirmar que sim, pois, do contrário, o vivente não teria noção
de si mesmo, não haveria consciência, e o cérebro funcionaria sim, mas como
matéria viva sem uma visão externa de si mesma, como uma fileira de dominós que
seguem derrubando-se uns aos outros sem transgredir a lei da causa e efeito:
sem um dedo externo ao sistema que cesse a queda em sequência, por exemplo.
Portando, penso
que a alma é necessária para o funcionamento cerebral, mas não possui memória
em si mesma, senão em um back-up alheio à alma para restauro da mesma em um
corpo ressuscitado no qual confluam a mesma alma e memória, memória esta a ser
copiada do back-up da memória da primeira vida.
Ou também
podemos ser imagem e semelhança de Deus sendo essencialmente a consciência que
dá sentimentos e noção contemplativa do mundo e de si ao vivente.
Nhandeara, 27 de julho de 2012
—
DUALIDADE SOFTWARE-HARDWARE DA ALMA
Conforme já
exposto, a alma tem papel de software sobre o hardware cérebro. Contudo, no
feto, ocorre a dualidade da alma, em que a alma exerce função tanto de software
quanto de hardware: A alma é hardware ao atuar sobre o software DNA, fazendo
com que as informações do DNA resultem em ações materiais na formação do cérebro;
e a alma é software já atuando no cérebro do feto. Disto, pode-se supor que a
cada célula que nasce em qualquer parte do corpo há atuação da alma enquanto
hardware, e mesmo a reprodução de seres unicelulares são orquestradas por
alguma forma de hardware que lê o software DNA.
Nhandeara,
15 de setembro de 2012
Marcos Satoru Kawanami












