SONETO FEROZ
Eu não quero o lirismo comedido,
como já disse o velho e bom Bandeira;
eu não quero a bandeira brasileira
entre tantas de um mundo dividido.
Eu quero o amor geral, o Amor perdido,
difuso, tão confuso, assim sem eira
nem beira, só a vontade prazenteira
de viver sem jamais ser iludido.
Eu não quero este mundo decadente
que se ufana a dizer ser progressista
num suicídio lento, enquanto mente.
Eu quero é o ideal surrealista,
a doida sanidade do demente,
a lúcida loucura do autista!
Marcos Satoru Kawanami
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
SONETO FEROZ
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