
POR TODA A VIDA
para Mário Quintana,
que (en)cantou a Infância
com a lira singela da ternura
Quando eu era pequenino
a falar comigo mesmo,
a viver ao léu, a esmo
na sem-razão de menino:
Felicidade era a minha!,
andando de braço dado,
fingindo ser namorado
de minha irmã caçulinha...
E os adultos que passavam,
da tolice que julgavam,
zombavam muito de mim.
Não sabiam, por cegueira,
que iriam a vida inteira
procurar algo assim.
Marcos Satoru Kawanami