nota
do autor
cobiça
e nada mais, cobiça apenas
eu
sinto no que sinto, nunca amor,
ainda
que este bem, chego a supor,
comigo
flerte a custo, a duras penas.
talvez,
se eu fosse mãe, virtudes plenas
afeitas
ao afeto algum pendor
movessem para andar superior
na
térrea condição da alma pequena.
poeta,
sou a treva rutilante!;
nos
ínferos parido, sirvo orfeu,
plangendo
estranha lira dissonante.
o
amor, na estranha lira, faleceu;
mas
tenho por missão desde os meus antes
cantar
alheios egos, não o meu.
marcos
satoru kawanami

Um comentário :
Quantas palavras difíceis e belas em seus poemas!
Parabéns Marcos.
Ótima semana,
http://mylife-rapha.blogspot.com
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