domingo, 20 de janeiro de 2019

ENSEJO EDIFICANTE

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ENSEJO EDIFICANTE

O breu, não sei por que, lá muito havia;
a falta, o nada ser era patente
diante da ignorância onipresente,
pois luz sobreabundava em carestia.

Porém, rompendo a enérgica apatia,
um grito metralhou todo o ambiente;
o grito era festivo e descontente,
o grito fez valente a covardia.

E, enquanto retumbava a euforia,
a mui leal prudência deu o alarme,
pois inda era só breu que persistia.

Mas tudo então brilhou no extremo charme
da verdade, por quem eu não perdia
o ensejo edificante de calar-me.


Nhandeara, 3 de agosto de 2017
Marcos Satoru Kawanami

4 comentários :

André Foltran disse...

Muito bom. Mesmo.

Elyane Lacerdda disse...

BRAVO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Lindo demais,amigo poeta!
Vc é TOPPPPPP
Bjos no coração!

Rapha Barreto disse...

Belíssimas palavras.
Adorei o poema.

Abraço e ótima semana,
http://estante-porcelana.blogspot.com

Paulo Vitor F. da Cruz disse...

Ótimo, Marcos!

Um abraço.