tequila!
infância, pirilampo que cintila:
acende, apaga, acende, apaga, avoa,
um rastro luminoso à noite à toa,
um astro refletido nas pupilas.
cachaça, quando a cana se destila:
apaga, apaga, apaga, apaga, entoa
um samba que dos bêbados caçoa
num verso que gargalha e diz: tequila!
palavras desconexas embaralham
o nexo do que vai supra versado
a fim de que estes versos nada
valham.
mas, “se saiu de dentro...”, foi
cagado!,
e é cada cagalhão que agora encalham
enquanto já me sento ali veado.
marcos satoru kawanami
