domingo, 10 de dezembro de 2017

sempre inexistido



sempre inexistido

amor, felicidade, a peremptória
vontade derradeira dos viventes,
o medo de supor estar-se ausente
transita pelas mentes transitórias.

derrotas contumazes, vãs vitórias
parecem nunca ser suficientes,
e morre a humanidade descontente,
fazendo vista cega à sacra história.

mas não façamos nós ouvidos moucos,
se somos da razão favorecidos,
se ainda não estamos todos loucos.

notemos neste mundo decaído
que o que eterno não é é sempre pouco,
é a nulidade, o sempre inexistido.


marcos satoru kawanami


5 comentários :

manuela baptista disse...

a eternidade é a ausência de tempo

um abraço, Marcos

Andreia Morais disse...

Mensagem poderosa!

Rui Pires - Olhar d'Ouro disse...

Muito bonito!
Boa semana.
OLHAR D'OURO - PHOTOGRAPHY

Andreia Morais disse...

r: Muito obrigada!

Jaime Guimarães disse...

Talvez estejamos todos (ou quase todos) loucos, pois (muitos de nós) não damos razão à razão ou à emoção.