ESSE GALO BOTA OVO
Gaudêncio, de carranca, e barba
hirsuta,
macheza exala em todo canto e hora,
não dá vazão à fala, nunca chora,
mas sei que já provou de estranha
fruta...
Daí provém a sua inútil luta,
fugindo e procurando jogar fora
passado que hoje em dia lhe penhora,
porquanto ao que aparenta não se
suta.
Coitado do Gaudêncio, virou galo,
um galo que alguns ovos tem botado...
mantendo a crista sem qualquer abalo.
E parece que o mesmo triste fado
faz eco quando alguém põe-se a
cantá-lo,
alguém que por aí já deu o dado.
Marcos Satoru Kawanami

5 comentários :
O galo é diferente do de Guiricema-MG, pq lá houve uma vez um galo q botou um ovo... bem, mas isso é uma longa história q depois eu conto.
*bom feriado aí..
abraço.
Muito bem bolado,
amigo poeta!
kkkkk
tenho aqui em casa uma calopsita que era frederico e depois que botou ovos,
passou a ser Fredericarsrsrsssrs
Sei de muitos por airsrsrsrs
Bom feriado!
http://www.elianedelacerda.com
E há aí tanta gente a armar-se em galo.
Gostei do poema. É muito engraçado.
Beijinhos, Diana.
não me espanto :)
gosto de ovos, é-me indiferente quem os põe
um abraço, Marcos
voltando pra desejar
um lindo fds e feriado!
http://www.elianedelacerda.com
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