terça-feira, 14 de novembro de 2017

ESSE GALO BOTA OVO


ESSE GALO BOTA OVO

Gaudêncio, de carranca, e barba hirsuta,
macheza exala em todo canto e hora,
não dá vazão à fala, nunca chora,
mas sei que já provou de estranha fruta...

Daí provém a sua inútil luta,
fugindo e procurando jogar fora
passado que hoje em dia lhe penhora,
porquanto ao que aparenta não se suta.

Coitado do Gaudêncio, virou galo,
um galo que alguns ovos tem botado...
mantendo a crista sem qualquer abalo.

E parece que o mesmo triste fado
faz eco quando alguém põe-se a cantá-lo,
alguém que por aí já deu o dado.


Marcos Satoru Kawanami


5 comentários :

Paulo Vitor F. da Cruz disse...

O galo é diferente do de Guiricema-MG, pq lá houve uma vez um galo q botou um ovo... bem, mas isso é uma longa história q depois eu conto.

*bom feriado aí..

abraço.

Elyane Lacerdda disse...

Muito bem bolado,
amigo poeta!
kkkkk
tenho aqui em casa uma calopsita que era frederico e depois que botou ovos,
passou a ser Fredericarsrsrsssrs
Sei de muitos por airsrsrsrs
Bom feriado!
http://www.elianedelacerda.com

Diana Fonseca disse...

E há aí tanta gente a armar-se em galo.
Gostei do poema. É muito engraçado.

Beijinhos, Diana.

manuela baptista disse...

não me espanto :)

gosto de ovos, é-me indiferente quem os põe

um abraço, Marcos

Elyane Lacerdda disse...

voltando pra desejar
um lindo fds e feriado!
http://www.elianedelacerda.com