VALIDADE
Atada à propaganda, a mídia inunda
a mente do zumbi consumidor
de carne humana, que o vegano ardor
consola no vazio, o qual lhe abunda.
Anárquica euforia pede bunda
na rima que eu acabo de compor,
então abundo a rima se isso for
conserto pra demência tão rotunda.
Progresso, vem!, até zerar o pote,
faz lucro, e põe a juro o que lucrar,
estende a validade deste lote.
O juro sabe bem inflacionar,
depois, Progresso, inflado, muito
arrote
as almas que nem hás de sepultar.
Marcos Satoru Kawanami

2 comentários :
Amigo poeta,
essa foto me fez analisar muitas coisas...
seu soneto é perfeito e mil....
Adoro o que vc escreve com tanta ironia!
Bjo e linda semana!
http://www.elianedelacerda.com
Oi Marcos,
como de costume passo na metade do mês
para algumas visitas, então... me deparo
com esse poema cheio de realidade e
essa imagem que é reflexiva e aterrorizante ao mesmo tempo.
Por aqui aumentou em demasia comidas veganas.
O mês passado entrei em um desses estabelecimentos;
Pedi algumas coisas para levar, para a minha surpresa veio tudo em tanto
pote de plástico que fiquei de boca aberta.
Aí percebi que as vezes só muda o discurso mas na hora de ganhar
dinheiro o sistema é o mesmo.k
E o lixão... só aumenta.
É tão difícil ter menos discurso e mais atitude...
Gostei da imagem e poema.
Boa continuação de mês.
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