BOQUEJAR
— Eu acho que é mentira que é
verdade,
ou, pior, que é verdade que é mentira
a prosa da comadre Arminda Elvira,
que é só quem te defende na cidade! —
Mulher, quando boqueja, põe vontade,
e eu sempre da patroa estou na mira
ouvindo tudo quanto ela delira
no doce lar da nossa intimidade.
Mas me ofende de modo tão mimoso,
que eu acho que é com gosto que ela o
faz,
expressão de um amor mais caloroso:
Exaltada epopeia de Luís Vaz,
esbraveja em estilo grandioso,
enquanto um tácito soneto jaz.
Marcos Satoru Kawanami

2 comentários :
Muito lindo!!!!
B R A V O!!!!!!
Grande abraço e bom fds
http://www.elianedelacerda.com
Ah, quem dera que outros mais fossem mimosos quando ofendem.
Bjk e abençoado fim de semana!
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