CAFEÍNA A LOTE
Trincado, insone,
cafeína a lote,
foi tudo ao mesmo
tempo o tempo todo;
deitado na sarjeta,
inalo lodo
cegado pela luz de
um holofote.
Capotei de repente
num pinote,
dormi ou desmaiei,
só não me explodo
pois tal conjugação
é feito fodo,
dois verbos
lacerados a serrote.
E tudo nunca acaba,
sempre existe
a coisal existência
do planeta,
este vácuo que em
ser matéria insiste.
Porém acabará minha
opereta,
e, quando ela
acabar, terei em riste
a cruz, e minha
cruz: esta caneta.
Marcos Satoru
Kawanami

2 comentários :
uma caneta pode mudar o mundo
um abraço, Marcos
Antes não bebia mas agora bebo um por dia, acho que faz bem!
Belo poema!
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