QUANDO O SAMBA
ACABOU
O começo apenas
começou,
tem gente indo
embora;
quem ficou sobrou,
enquanto o sol nasce
lá fora.
Foi o tempo que
passou,
estava tão bom, não
vi as horas,
quem sorria agora
chora,
quem ficou sobrou.
Sobrou copo
descartável,
sobrou lixo pelo
chão;
a tristeza é inestimável,
quem quebrou meu
violão?
Abortou-se a
alegria,
foi o fim no começo;
quem conheci outro
dia,
hoje já não
reconheço.
Enquanto o sol nasce
lá fora,
quem ficou sobrou;
se nos sorri esta aurora,
um novo fim começou.
Mas, nesse momento ameno,
a tristeza inestimável
foi gentil ao me encontrar:
deu-me alcoólico veneno
em um copo descartável
que do chão a vi pegar.
a tristeza inestimável
foi gentil ao me encontrar:
deu-me alcoólico veneno
em um copo descartável
que do chão a vi pegar.
Marcos Satoru
Kawanami

5 comentários :
A inestimável tristeza depois da festa, a descartabilidade dos copos e das alegrias fugazes, de projectos de relações; o fim do que se julgou poder ter em si um começo, mas quem não foi embora é porque sobrou como copo descartável.
Num qualquer outro dia, tudo se repetirá.
Um poema muito bom, Marcos.
xx
Eu amo seus poemas, com aquele toque tão misteriosa ...
Talvez às vezes na vida a gente sente para baixo como um copo descartável e ainda mais se a guitarra quebrou ... seu poema me chegou ao coração,
Beijinyos, linda semana!!
Fim de festa e antes se recolhia os cacos... hoje, copos descartáveis. :/
Quem dera que as alegrias se perpetuassem. Mas, nesse ínterim se preparam outro momentos fugazes. Retrato da vida. Abraços, Marcos.
A vida é uma festa interior,
vamos saber entender o lado bom de tudo, não é verdade ,amigo?
Bjos
http://www.elianedelacerda.com
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