filme de curta metragem
“o mundo ensina ao homem com mais
facilidade aquilo que ele não quer aprender.”
(noel rosa)
na manhã rosa bebê
em que ana maria magalhães
me comeu,
deram com o tacape na minha cuca,
e uma nuvem atômica
pocou sobre o monte sião,
era o Cristo que
voltava.
vesti terno xadrez,
e me casei com maria
gladys na igrejinha da glória,
ela tinha 14 anos, e
eu 15.
entramos para o
convento de santo antônio,
fizemos voto de
celibato,
e tivemos muitos
filhos,
tivemos um time de
futebol completo
com os reservas e os
gandulas, árbitro e bandeirinhas.
e nossa descendência
povoou a terra...
uma descendenciazinha tarada, mestiça e precária,
a humanidade feliz.
uma descendenciazinha tarada, mestiça e precária,
a humanidade feliz.
ana maria magalhães ficou
com meu retrato,
me canibalizando com os olhos por
toda a eternidade,
filmou filmes de curta metragem infinitos,
e fez o filme de
curta metragem desta história sem fim
lucrativo.
o roteiro é este.
nhandeara, 18 de
março de 2016
marcos satoru
kawanami

2 comentários :
Um roteiro lucrativo e um pouco perverso, mas o que nunca faltou foram votos de celibato totalmente quebrados.
Um poema em jeito de curta metragem irónica sobre a humanidade, uma humanidade sempre precária.
xx
Gostei desse filme de curta metragem...
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