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NO VACILAR DO CÉREBRO
Sentindo a inapetência da razão
em termos de sentir e coisa e tal,
fez digitalizar o irracional,
para entender a mente do culhão.
Foi obra de um modesto cidadão
chamado Armando Pinto de Cabral,
que, apesar de não ser sentimental,
também deu crânio a todo coração.
Por uma ligação neurossimpática,
culhões e coração se relacionam
com mais razão que a própria matemática.
No vacilar do cérebro, funcionam
de forma impertinente e sistemática,
e os homens, nesse enredo, se apaixonam.
Nhandeara, 21 de fevereiro de 2016
Marcos Satoru Kawanami

3 comentários :
Não faço ideia de quem seja Armando P. Cabral, mas se "deu crânio a todo o coração", fez algo de bastante útil! De facto, como também diz o Samba Anatómico de Noel Rosa; "coração não és sentimental...". E não é; o coração não passa de uma espécie de máquina, e todos os dias lhe atribuimos características que o coração não tem. Mas continuaremos a fazê-lo. :-)
xx
faz lembrar Bocage
um abraço, Marcos
É... bem nesse enredo mesmo...
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