MORFINA
O drone vai voar
pelas mãos do menino
argonauta à Orfeu,
vai em sonho bonito
ver tudo o que se vê
mais além do infinito
e que a lira não viu
para cantar em hino.
O drone vai entrar
no quintal do divino
brincando com
Morfeu, a filmá-lo esquisito
na quarta dimensão
de um vídeo que cogito
igual nem no
Youtube, igual nem um neutrino.
Despede-se do mundo,
embarca bem contente
o argonauta a sonhar
com neutrinos e drones,
vai sem nem perceber
que é compulsoriamente.
Remanescem aqui
tornados e ciclones,
a guerra, a
corrupção, a dor do bem ausente
que, por ir tão
feliz, nem deixou telefone.
Nhandeara, 15 de
janeiro de 2016

4 comentários :
Adorei! E nada melhor que sonhar.
Parabéns pelo poema.
Boa semana!
http://mylife-rapha.blogspot.com
Mestre!
Adoro esses links cinematográficos q encontro aqui! :)
Que alguma beleza permaneça nas nuvens - imaginação - de nosso cotidiano feito de sutilezas.
Bjo, Marquitos
Difícil é sempre o regresso dos argonautas!
xx
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