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MARIA FLOR
Maria Flor, és flor
além do pensamento,
envolves todo o
espaço em flores de poema,
fazendo a luz sorrir
na tela do cinema,
fazendo a luz luzir
em todo o firmamento.
Maria Flor, te peco,
e peco em desalento,
sapeco-me a bulir em
luz de chama extrema,
mas aguentar não dá
(como agüentar sem trema?),
e entendo que meu
mal é o nono mandamento.
Seja estranho escrever o
que eu agora escrevo,
poema e sensatez não
travam amizade
pelo que aqui se vê,
porém parar não devo.
Porquanto é sensatez
ou é sobriedade,
mas não é poesia,
achar aquele trevo
de quatro folhas sem
lembrar da mocidade.
Nhandeara, 27 de
dezembro de 2015
Marcos Satoru
Kawanami
