SONETO RUPESTRE
Sejamos e ensejemos
o futuro,
que é hoje, que foi
ontem, não é mais
aquele de há bem
pouco tempo atrás,
pois muda que nem
juro sobre juro.
Nascemos, e, ao
nascermos, vem o apuro
da transitoriedade e
coisas tais
que herdamos sem
querer dos ancestrais
viventes de caverna
em tempo obscuro...
Nem lembro em que
caverna fui nascer,
mas foi uma do tipo
apartamento
que viu a minha
infância florescer.
Floresci em completo
embotamento,
e só o que aprendi
foi escrever
rupestres versos
para o esquecimento.
Nhandeara, 21 de
novembro de 2015
Marcos Satoru
Kawanami

Um comentário :
As cavernas de hoje são realmente apartamentos, ou até barracas nos subúrbios das grandes metrópoles.
Mas os teus versos "rupestres", versos ancorados na ancestralidade, florescem lindamente.
Bom fim de semana, poeta Marcos!
xx
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