MARCHEMOS
Jornal, não quero
mais saber de nada
do mundo de hoje em
dia, a novidade
que dá, tal qual
quem tira, à Humanidade,
humanidade tosca,
esvaziada.
De tanto ter a vista
calejada
de infâmia, vilania,
atrocidade,
começa a aceitar
qualquer maldade
a alma, que se torna
desalmada.
Não quero me alijar
do sentimento
que dá sentido a
tudo, e tenho fé
que a fé do ser
humano é incremento.
Deixar o amor divino
é marcha à ré;
marchemos e
marchemos sempre atentos,
sensíveis à Verdade
que mais é.
Nhandeara, 18 de
novembro de 2015
Marcos Satoru
Kawanami

2 comentários :
Um belo soneto, em cima da actualidade!
De tanta infâmia e crueldade transmitida pela comunicação social, de forma massacrante, parecem até algumas pessoas com o tempo, habituar-se à barbárie.
Teremos que ter esperança, mas a verdade é que cada fé individual nunca parece formar uma fé comum que transforme o que quer que seja. Atitudes de política concreta são essenciais.
xx
Laura,
Tens razão.
xx
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