A INAUDITA DO
CONSERVATÓRIO
Nos fundos do
conservatório, habita
clarinetista muda e
mutuária,
que teima nessa vida
proletária,
e teima em
prosseguir inda inaudita.
Cantar não deixa nem a periquita,
por quem se cantariam quantas árias
quisesse, se ela fora
perdulária
em termos de dar
malho para brita.
Mas passa linda e
loira, casta... e casta,
sem nunca reparar na
silhueta,
usando sempre a
mesma roupa gasta.
Também não reparando
na etiqueta,
eu acho que ela pode
dar um basta
na surdina que impõe
à clarineta!
Nhandeara, 28 de
novembro de 2015
Marcos Satoru
Kawanami

10 comentários :
Ah Marcos, uma inaudita clarinetista, e um inaudito soneto!
Muito interessante a relação entre a citação do S. Beckett e o verso final.
Que a clarinetista deixe de passar-se despercebida. :-)
xx
quem olha à roupa gasta, se a música for boa?
mas se estrear um vestido lindo, será um irresistível compasso
um abraço, Marcos
UN TEXTO MUY BIEN GESTADO.
ABRAZOS
Gostei...
Boa noite, Marcos.
Muito interessante o soneto.
Creio que ela não colocará fim não, escolheu viver assim, quase improvável mudar!
Gostei muito do soneto.
Tenha um fim de semana de paz!
Beijos na alma!
http://divasdapoesianaturalmente.blogspot.com.br/
http://redescobrindoaalma.blogspot.com.br/
soou singelo, embora tbm carregue uma sensualidade arrebatadora... moça assim hipnotiza os homens todos... é um perigo!
abraço.
Adorei o poema Marco!
Beijo e ótima semana
http://mylife-rapha.blogspot.com
O mês de dezembro chegou e com ele vem
as festas que tanto esperamos, que seja de
realizações para todos, desejo que 2016 venha
com alegria e muita paz, estarei de volta em janeiro
Obrigado por partilhar comigo minhas postagens e agradeço
sua amizade e carinho, Adoro estar sempre aqui bjuss de
sempre*
└──●► *Rita!!
Seus poemas são sempre criativos e cheios de Amor!
Gostei das colocações sobre a clarinetista!!!!!!
Bom final de semana,amigo poeta!
http://www.elianedelacerda.com
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