PARUSIA
Talvez jamais fará
sentido eu ser
a escrita do
dissenso para o triste
num mundo em
contrassenso, que inexiste
aos olhos de uma
pena de escrever.
A pena caligrafa sem
saber
dos olhos desta mão
que a tem em riste,
e o coração é órgão
que persiste
até o final, porque
mais pode ver.
Mas tenho no sentido
de existir
sentido para a
escrita, da qual sou
o senso e não a pena
a redigir.
E existo para e por
quem me criou
rumo ao subido mundo
que há de vir
com Cristo, que do
mal nos resgatou.
Nhandeara, 10 de
setembro de 2015
Marcos Satoru
Kawanami

7 comentários :
E aí, cara, o soneto não impõe limites à sua escrita...
Belo poema , escrito com o coração que persiste até ao fim ... , gostei muito.
UN PLACER LEER TU ESPÍRITU.
ABRAZOS
-`✺´-
É lindo!
Que seu fim de semana seja doce e
cheio de surpresas agradáveis!
Beijinhos.
-`✿´-
Um soneto perfeito, na forma e no conteúdo dessa chegada, do advento que tanta inspiração te faz descer à pena.
Admiro a tua fé, e a tua capacidade de expô-la de forma tão coerente e tão bela. Parabéns, muita qualidade !
xx
Neste mundo em discordâncias e paradoxos;
é importante saber que existe a presença da criação...
Belo poema.
Boa continuação de semana.
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