FORVM
Com tanta merda pra
dizer, calei-me
diante do juiz de
vara e toga;
sentença de juiz,
quem sabe, joga
e ganha em loteria
sem que teime.
Calei-me pra evitar
que alguém me queime
na cadeia o
franzido, amado boga,
e, pena tal, mais
nunca se revoga,
por isso, de falar,
foi que esquivei-me.
Quem fala vira
escravo do que fala,
quem cala senhor é
do que calou,
vontade de falar,
pois, não me abala.
Mas, quando o
julgamento terminou,
o promotor eu baleei sem bala,
com versos, que o
juiz inocentou!
Nhandeara, 12 de
julho de 2015
Marcos Satoru
Kawanami

5 comentários :
É isso... somos escravos do que falamos... e mesmo assim nao calamos...
Você não perde a verve. Parabéns!
Boa noite, Marcos.
A palavra é forte e trm duas vertentes, absolve ou condena.
O silêncio vez em quando é a nossa libertação.
Beijos na slma e paz.
Julgar é coisa de responsabilidade e não pode ser leviano.
Beijo
O boga togado?
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