ISSO, NINGUÉM VIU...
Fritaram o pastel em óleo frio;
isso, ninguém viu...
Jogaram o pastel em óleo frio,
só fui eu quem viu!
Quem não é de reclamar,
ao comer aquela massa,
só queria se agachar;
e, quem viu, achava graça.
Eu fiquei no fim da fila;
ao chegar a minha vez,
teve até quem, pela axila,
da bagagem se desfez.
Evitei constrangimento:
recusar, não recusei;
eu guardei o provimento,
mas, depois, o desguardei.
Corajoso foi o Empada,
trombonista de primeira,
levou tudo para a amada,
que passou por corneteira.
que passou por corneteira.
Quem tem pressa, come cru;
com o Empada, foi assim;
se, na pressa, foste tu,
este mundo não tem fim.
Marcos Satoru Kawanami
