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Soneto
ao Idiota
Tudo
de bom já foi escrito; e eu:
que
poderei somar à arte escrita?,
pois,
hoje em dia, quem escreve, imita
as
ideias de alguém que já morreu.
Infeliz
todo aquele que nasceu
na
era Huxley, época maldita:
com
pena não se escreve, se digita
o
grito! que é da máquina, ou meu?
Não
termino o soneto, e já se esgota
a
lástima que eu tinha a esparramar,
e,
quem lê, faz a vez de um idiota
que
quer ver onde é que isto vai dar:
vai
dar no céu, no mar, na flor que brota...
de
todos os clichês da dor de amar.
Dumont, 1 de abril de 2005
Marcos
Satoru Kawanami

12 comentários :
no grito comum
a poesia vai dar ao que é belo
um abraço, Marcos
Aí está um bom livro, e um filme melhor, quanto a mim, que o Casablanca!
Quanto ao teu soneto é um dos mais belos que aqui li; o último terceto é de uma beleza ímpar!
O grito é sempre nosso, a máquina geralmente não grita, pode é amuar de vez em quando, e depois fica tudo aos gritos!...:-)
Muito bom!
xx
que quer ver onde é que isto vai dar:
vai dar no céu, no mar, na flor que brota...
de todos os clichês da dor de amar.
É... amar... dor de amar, é bem cliche... estranho...mas é...
E o filme nao assisti...
Já ouvi falar deste escritor, muito bom!
Beijos,
http://mylife-rapha.blogspot.com
Ainda bem que não escuto, aí o "grito" das teclas ao serem digitadas não me incomodam.
Beijinho, meu amigo.
Já leste o Idiota? Queria lê-lo mas quase ninguém me sabe falar direitinho sobre ele. Gostaste? :)
todo grito nosso deve ser transcrito, mesmo q o silêncio (nos ouvidos surdos) amenize a intensidade.
beijo, poeta
*verei o filme.
adoro as dicas, como sempre digo.
A imaginação não tem limites.
Creio haver ainda tanto por inventar e escrever...
Beijo
e isso ficou massa demais, visse?
*Huxley foi durante mto tempo uma referência literária importante p mim
**q soneto mais massa, na moral..
abraço grande.
Muito bom.
Marcos, estou levando para postar na Academia Virtual de Escritores Clandestinos. Abraços
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