ISSO, NINGUÉM VIU...
Fritaram o pastel em óleo frio;
isso, ninguém viu...
Jogaram o pastel em óleo frio,
só fui eu quem viu!
Quem não é de reclamar,
ao comer aquela massa,
não parava de agachar;
e, quem viu, achava graça.
Eu fiquei no fim da fila;
ao chegar a minha vez,
teve até quem, pela axila,
da bagagem se desfez.
Evitei constrangimento:
recusar, não recusei;
eu guardei o provimento,
mas, depois, o desguardei.
Corajoso foi o Empada,
trombonista de primeira,
levou tudo para a amada,
que passou por corneteira.
que passou por corneteira.
Quem tem pressa, come cru;
com o Empada, foi assim;
se, na pressa, foste tu,
este mundo não tem fim.
Nhandeara, 25 de abril de 2014
Marcos Satoru Kawanami
Marcos Satoru Kawanami

8 comentários :
Bom dia Marcos..
acredita que ainda não consegui comer aqueles baita pastéis de fera.. ainda vou na capital. só espero que não faça mal..
enquanto vai os caseiros mesmo.. abraços
Pois é, quem tem pressa come cru, ou então cozinha...Eu costumo dizer que quem tem pressa vai andando.
Este poema faz-me lembrar o "Dobrada à Moda do Porto" do F. Pessoa, só que este é divertido, e o de Pessoa é triste...:-)
xx
Que beleza!!! Adorei! Comer cru não dá mesmo. Quantos que na pressa acabam metendo os pés pelas mãos. E tudo sai errado por falta de planejamento. Bah! Melhor é ter paciência e esperar o óleo esquentar, para comer pasteis bem fritos e gostosos!
Bjs... MP ;)
podem estar crus, mas têm bom aspecto!
um abraço, Marcos
Isso é uma verdade.
Troca-se os pés pelas mãos.
Bjs
.
Como disse Fernando Pessoa,
nunca se pode comer frio, mas
veio frio.
Beijos a todos.
silvioafonso
.
UM exercício giro de novidade ;)
Um jeito malandro de poetar! (e isso foi um elogio :)
Beijos, Marquitos!
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