CÃO E GATO
O gato olhava o cão, e, em si,
pensava
maneira pra poder sacaneá-lo,
até que a ideia veio num estalo,
enquanto que o feijão eu preparava.
O cão, estranhamente, me assombrava
ralando rabanete sobre o ralo
com tal habilidade que eu não ralo,
pois gosta de ajudar, e me ajudava.
Janela aberta, surge o bom felino,
em duas patas, meio sem noção,
seguido pelo cão que perde o tino.
O cão fere a panela-de-pressão
que emite aquele timbre assaz
mofino,
e é cão, é gato, é tudo na
explosão...
Nhandeara, 19 de abril de 2014
Marcos Satoru Kawanami

4 comentários :
Boa tarde, Marcos. Quanta confusão no reino animal, rs!
Tudo pelos ares, interessante.
Vez em quando as nossas habilidades ficam adormecidas e quando aparecem é como se fosse a explosão da panela, desordenada e destruidora, mas sempre com um objetivo: aprendizado!
Tenha uma semana de paz!
Beijos na alma!
Um certo tom jocoso num interessante jogo de palavras, e um desfecho trágico, numa facilidade enorme de contar histórias em forma de soneto!
Só tu, Marcos, para fazeres um soneto sobre cão e gato...:-)
Muito bom e divertido, fechando de forma surpreendente.
xx
O cão ralando é assombroso mesmo kkkkkkkk.... Muito bom!
Bjs.... MP.
interessante a participação dos bichos - so good
Postar um comentário