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Colhendo a “cinza das horas”
no meu claustro negro e frio,
já velho sem negro fio
sobre o crânio que demora
(contra o câncer que o devora)
a ceder sem glória e brio,
sem o porvir já tardio
do riso infantil que chora,
eu, o “cadáver adiado”
todo avesso a polidez
já não pensava, extasiado
em obscena vetustez,
quando fui repatriado:
— quem conversa em PORTUGUÊS?
Nhandeara, 17 de fevereiro de 2002
Marcos Satoru Kawanami
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
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(
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)
4 comentários :
Tuas peosias são alentos nestas noite nervosas
"em obscena vetustez,
quando fui repatriado:
"
adorei " cadáver adiado " e quem fala português? deliciosamente perfeito. bj
Que lindo, Marcos!
Conseguiu me emocionar! Como voluntária de uma casa de crianças com câncer, bateu forte em meu peito!
Maravilhoso, como tudo que faz.
Amigo
Que Deus lhe conceda um Natal de Paz e um ano Novo repleto de Amor e consciência!
Beijos
Mirse
OK, Marcus, sei que "cadáver adiado" entre aspas não deveria ser seu. Não sabia se de Pessoa, mas importa o uso apropriado e oportuno, perfeito para seu soneto, e isso vc fez muito bem. Beijo.
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