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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
a igrejinha - Porciúncula - la Porziuncola - Saint Francis of Assisi - São Francisco de Assis - San Francisco
PORCIÚNCULA
ao amigo Altino Hespanholi
No ermo frio de um deserto, solitária,
poente após poente se sustenta,
o flagelo dos séculos enfrenta
austera em sua rota indumentária.
A torre em situação mais que precária
pendida tristemente não lamenta
ser agora de sino já isenta,
mas parece vibrar... de forma vária.
É a igreja mais pobre e pequenina
que luta no mister de ser aceita,
mantendo a fé, ainda que em ruína.
Celebra na igrejinha a gente eleita
a coisa mais singela e mais divina
da verdade católica perfeita.
Marcos Satoru Kawanami
.
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5 comentários :
Uau!
Forte e preciso para determinar algo tão metafísico.
Adorei, muito bom, amigo.
Abraço!
"Verdade católica perfeita..."
Verdade católica existe? Verdade perfeita é aquela que não fere?
Aqui em Minas tem uma igrejinha muito simples, no alto de uma serra, Serra da Piedade. Lá parece o topo do mundo, sabe? Você se sente muito menor lá do que em outros lugares; vc percebe que é muitas vezes menor do que já supôs ser. O céu lá é maior, o vento é muito mais dominador, o horizonte faz a gente refletir sobre o signiticado do infinito. E, paradoxalmente, a igrejinha se agiganta e se destaca nesse cenário colossal. A gente se identifica com a sua fragilidade perante a grandeza inquestionável daquele lugar. Não sou católica, aliás, não pertenço a nenhuma dessas instituições, mas, ali, naquele lugar, me emociono com a maneira singela da providência mostrar sua superioridade absoluta sobre a soberba humana.
Beijão!
A Igreja resiste, embora pequena, embora em ruínas. Bonita imagem,Marcos, embora seja eu, agnóstica. beijo.
Marcos,
teu poema me trouxe a imagem de uma das minhas telas preferidas: "O farol", de Anita Malfatti.
Um beijo.
Solidão e dignidade.
Do intangível, o homem é capaz de erigir signos do sempre.
Novamente perfeito!
Abraços e bom domingo.
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