
IRMÃ
Ao mundo fui dado, por Deus, sozinho
na indiferente urbe bandeirante;
mas remanesça da infância distante
a perene imagem do meu anjinho.
Naqueles meses de flores rotundos
mais se entrelaçavam nossos destinos;
entre brejeirices e desatinos,
juntos, nós desvelávamos o mundo.
Se a vida começamos lado-a-lado,
não há de ser assim a vida inteira;
porém, vendo eu minh’ora derradeira,
lembrarei de ti, anjo bem-amado
(prima amiga da ímpia alma minha),
porque te amo, minha irmãzinha...
4-abril-1996, Rio de Janeiro —Galeão
Marcos Satoru Kawanami
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9 comentários :
Lindo...
Amor assim é o que há!
Bela declaração de amor > beijo.
Lindo é pouco!
Fazer um soneto com um tema familiar, é a glória!
Parabéns, Marcos!
Beijos
Mirse
Henrique,
vc notou que nessa época o meu verso tinha o pé quebrado?
Adriana,
um beijo também pra ti.
Mirse,
a caridade começa em casa.
=D
Marcos e Luciane
Você engessou o pé do verso, Marcos?
Belo soneto.
Abração
Obrigada, meu grande irmao poeta!
Sereno e lindo.
Amén.
Sun, amém? tá me tirando, maninha?
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