
NAVIO
a Camões
Este que os mares singra com pujança,
vaga de continente a continente
a levar para sempre um bem ausente,
a trazer o imigrante e a esperança.
Com coragem viril ao léu se lança
da fortuna até mesmo imprevidente
que, por vezes, não sai impunemente,
a soçobrar qual sonhos de criança...
Navio ou belonave, embarcação
que rasga com o peito despojado
o líquido da vida ou perdição,
carregou, no seu ventre, do passado
os astronautas sem hesitação
"em perigos e guerras esforçados".
Marcos Satoru Kawanami
.
7 comentários :
puxa Marcos brigada :)
eu gosto de ler seu blog.
"carregou, no seu ventre, do passado
os astronautas sem hesitação" bonito seu poema...o seu navio fez uma bela viagem. Bj
Marcos,
Lindo teu blog, e ese poema da nau que cruza mares está eslêndido...
Olá Marcos, seu blog é bem cuidado e o poema apresenta versos fortes e bem articulados. Muito obrigada por sua visita e gentil comentátrio. Um abraço.
Godoy,
Este trecho, você escolheu certo: é a parte que saiu de mim.
Muito bom, da pra colocar o camoes no chinelo (Y)
marcos,
os meus poemas preferidos são os históricos. quer dizer, antes destes os bem construídos.
vc também logra êxitos, hm ;)
um beijo.
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