
ARTE METAFÍSICA
Estranha arte é esta de escrever...
Sem pincel, sem cinzel a obra cresce
e toma forma, e nem forma carece
para que a outrem venha a entreter!
Um papel sujo basta ao seu mister,
um papel que no lixo alguém esquece...
Na folha rota que o desdém merece,
é nela que o poema vai nascer.
Poesia, prima-irmã da Matemática
que no papel também faz teorema,
tem ela sempre musa mais simpática.
Seguem Música e Dança o mesmo esquema,
brotando da sublime e etérea prática
qual do nada também brota um poema.
Marcos Satoru Kawanami
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Teorema da impressão que se tem de um ângulo quando visto sob determinada inclinação: http://memoriasdaliravelha.blogspot.com/2011/08/corintiano-maloqueiro-e-sofredor.html
17 comentários :
Ficou lindo esse seu jogo de palavras! Mais um mestre no soneto para fazer companhia ao Bardo.
Abraços!
É sério, seus poemas metalinguísticos são radicalmente bons.
ps: bom selvagem X mau civilizado... a gente nunca vai saber! Ou vai.
Beijos
Hey!
Obrigada pela visita, Marcos!
Beijunda é quase um mantra pra mim e uso quando estou muito empolgada, mas, tenho quase certeza que desconheço este teu amigo.
Rs!
Estou lendo teu blog então não vou soltar nada como "legal ou estou add nos favoritos", mas creio que as duas possibilidades possam ser confirmadas em breve.
Quando quiser visitar o Extreme novamente, sinta-se a la vontê!
Beijunda
soneto bonito e bem versejado meu caro poeta. Um abraço e obrigada por seu carinho em meu espaço.
Estranho mesmo essa capacidade de implicar liberdade que o ato de escrever tem.
Muito bom!...("novidade"...)
BJS!
E a música que é a irmã da matemática com quem eu me intendo melhor. Da poesia, só apanho.
beijas
Metafisicamente belo. Gostei. bj
portinari dizia que pintava por não "saber" escrever... eu gostava de poder/saber pintar...
bela imagem a do alemão-maluco. me fez pensar em orange o'clock, fodão...
ah, muito interessante seu comentário tão "diverso"... o wilde era outro dos bons, hein ;) temos algo em comum: no colégio todos achavam que eu era homossexual. com a diferença de que não meu caso estavam certos, ao menos em parte.. rsrsrs...
ah, e eu tenho uma filha, veja, isso não significa nada...
um beijo, marcos.
EI! dumond! eu passei boa parte em ribeirão preto, até trabalhei no museu do café e no histórico lá... e estudei em franca, também perto, mas hoje tou bem longe, no ceará!
e, onde é nhandeara? rsrsrs..
beijo.
Sun,
vc é poeta de mão cheia. mas não sei o que vc anda segurando.
nina,
Nhandeara fica longe...
=D
marcos
Marcos, obrigada por sua presença constante e gentil em meu espaço poético. Grande abraço.
Lindas palavras.
Voltarei mais vezes para ler com mais calma o resto. Agora cedo estou sempre correndo (rs).
Apareça para conhecer FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER...
Saudações Florestais !
Deveras irônico a estréia ser em NY, NY!!!!!!!!
Olha, Marcos, quase que tu me confundiu com esta história de Pitanga! Mas, entendi!
rs!
ótimo findi
Bjs
Marcos
Que belo poema, gosto bastante, vc é bom viu!
Lírica
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