
SONETO MARGINAL
Silvam velozes ventos; reverberam
luzentes melodias de engrenagens;
os carros saem todos das garagens;
quatrilhões de neurônios deliberam...
Gigantes colossais gusa encarceram,
e vertem a matéria das ferragens;
nas árvores germinam as serragens,
enquanto todos sonham que prosperam...
Avante!, urbe, metrópole paulista:
“non ducor, duco”, diz teu bravo lema;
teu lema insubmisso, idealista!
Enquanto, fora, voga tal esquema
de progresso, barganhas e conquista:
eu, marginal, cinzelo este poema.
Marcos Satoru Kawanami
.
5 comentários :
Poema bonito. Bem original, adorei o jogo de palavras. E obrigada por visitar o meu blog. O seu é ótimo. Amo poesia.
Bjim*
Eu já tinha lidooo... lero-lero!!
rs
Marcos, às vezes o seu rebuscamento faz o meu cérebro soltar fumaça!!
"Hey, São paulo,
terra de arranha-céu,
a garoa rasga a carne,
é a torre de babel!"
(Nego Drama - Racionais MCs)
Foi dessa música que eu lembrei lendo o esse seu poema pela primeira vez.
Bjo
"os carros saem todos das garagens;
quatrilhões de neurônios deliberam..."
se eu sair de casa dez minutos antes da sete horas, meus neuronios chegam calmos...mas dez minutos depois, é o inferno urbano.
beijo! : )
Bom viu!!
Gosto demais dos seus poemas..
Ah, uma dúvida?
Onde acho o seu livro??
Saudações
Linda poesia!parabéns por seu blog!Muito bem vindo ao meu!
http://olhardentrodosolhos.blogspot.com
beijos!
Bia Maia
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