Ao ferir meu sensível nervo óptico,
a forma feminina desejada
da carne exuberante e cobiçada
inspira o meu primeiro texto erótico.
Beleza de um pujante apelo exótico,
desvelo minha Vênus despojada,
desnuda por completo, abraseada
pelo pudor desfeito em cio caótico!
O quadril abundante e tão carnudo
se oferece ao olhar inebriado
do bardo sempre casto, assim sisudo.
Desprezando o pudor civilizado,
eu lhe osculo o clitóris já tesudo,
e enfim penetro o ventre bem amado.
Marcos Satoru Kawanami
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IMAGEM: pintura de Artêmio Fonseca de Carvalho Filho (Temito)
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7 comentários :
Que legal!
E vivam Santa Teresa D'Ávila, Santa Clara e Maria Magdalena, CLARO!...
Parabéns!
BJS!
Christina,
Faltou a Santa Maria Egipsíaca, que tanto foi celebrada pelo "velho bardo".
"Santa Clara, clareai
o céu dos aviadores."
"Santa Tereza, rogai por nós
moradores de Santa Tereza."
(Manuel Bandeira)
beijó(K)awanami
Sensual este poema, a sensualidade poetica é mais sexy do que qalquer uma das variações da sensualidade.
Marcos, está aprendendo uma nova lingua, é?! hehe
nao consegui traduzir: "Amor et tussisque non caelatur. Nascentis monimur, finisque ab origines pendent. Mutum regis mundi?"
abraços, reforço o que disse a Kenia no comentario acima!
Elô,
Amor e tosse não sejam calados, ou melhor, não se podem calar. Ao nascermos, começamos a morrer, o fim carece do início. A mudança é rei do mundo?
Quanto à linguagem erótica, não gosto. Fiz para deixar um registro de que pelo menos tentei fazer algo do tipo. Prefiro humor ou reflexão.
Marcos, eu também prefiro humor ou reflexão ;)
E Obrigada pela tradução, haha.
'O fim carece do inicio.' inteligente isso, de quem é?
Você já era muito bom... Eu sabia.
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