
MEMÓRIA
DO
FUTURO
Era um retrato cinza, preto e branco...
do tempo dos antigos, de primeiro,
quando a morte assombrava o mundo inteiro
e o fuzil vitimava a cada tranco.
Em uma vila, à beira de um barranco
de escombros e despojos de guerreiro,
tendo ao fundo o adejar de um bombardeiro,
chorava uma criança sobre um banco.
Fechada a boca, lágrimas desciam
silentes sobre o espelho da lembrança,
e no sangue do chão se diluíam...
É toda a espécie humana esta criança,
e as lágrimas que dela se esvaíam
sustentam nova edênica esperança.
Marcos Satoru Kawanami
.
5 comentários :
Ao ler o poema de imediato me veio a mente aquela foto bem famosa da guerra do vietnã, fiquei triste.
Abraços!
Esta foto:
http://www.pco.org.br/revista_digital/imagens/junho/vietna1-04.jpg
Marco, Marquin, Marcola,
Eu tenho medo do futuro, às vezes! Estava até pensando, dia desses, se é justo parir, no andar da carruagem...
Nem preciso dizer, mas digo: Lindo soneto!
Beeeijos :O)
CRIANÇAS; NOSSA ÚNICA UTOPIA PLAUSÍVEL...
Pena que nem todos vejam.
Parabéns pelo texto e por ver!
BJS!
Elô,
Aquela foto do Vietnã era a ideal para este post. A foto que coloquei, no entanto, é de um bombardeio sobre a Alemanha, que foi arruinada, mas conseguiu se reerguer.
Fee,
Parir ou não parir, eis a questão?
Christina,
Certamente as creanças sempre foram signal de uthopia.
=D
Marcos
rsrsrs Quem faz Letras reconhece de longe a intertextualidade, não é?!
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