
AMOR DE CORNO
Eu devo ser tratado como um verme:
qualquer castigo é pouco para corno,
conforme diz o povo; e pese o adorno
sobre a minha cabeça a entreter-me...
Quando ainda eu gozava na epiderme
o tátil gozo do teu corpo morno,
delegava ao sabão, vassoura e forno
o afeto que não pôde comover-me.
Mas neste pranto em forma de bolero,
eu me humilho até o cúmulo do brega
se ter-te novamente é o que mais quero!
Na fossa a gente vê que o bicho pega,
na lata implorarei sem lero-lero
até que desta voz não reste prega!
Nhandeara, 6 de maiô em 2008, ai que frio!
Marcos Satoru Kawanami
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14 comentários :
Poema bem fossa esse e muito legal!
Bjão!!
Poema bem fossa esse e muito legal!
Bjão!!
Poema bem fossa esse e muito legal![2]
Beijoo >.<
Essa onda de corno aí é complicada mesmo...
E o pior é que quando a pessoas é sempre é o último a saber!!
Saudações Marcos
Pareceu comigo no verão de 2003. Que horror! Não o seu poema, mas eu, no verão de 2003. É uó levar chifre e ainda gostar da peste. Nessas horas é que a gente tem que fazer uso do tal do amor-próprio.
bjo
Cami e Tânia e Calila,
Seria triste se eu fosse corno, aí eu talvez não escrevesse sobre o assunto. Mas se sou corno, até hoje não sei de nada... rsrs
Fernanda,
Então vc achou divertido, essa era a intenção. Eu tenho vários versinhos safados de corno, sempre me autoesculhambando; é, porque chamar os outros de corno não é engraçado.
Mas que cara burro foi por chifre em vc?
ahaha...
Basta sermos seres sexuados pra estarmos fadados à possibilidades de sermos cornos!!
Quem nunca foi um na vida?!
Entendo que "corno" é aquele traído e q assume!
Entedo certo? ou errado?!
abraçosss...
adorei o bolg!
to seguindo, viu?!!
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Exato, era um asno, dos piores! Mas tinha olhos claros e fala mansa. Fui corna por tempo demais. hahahahahaha
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