IPÊ AMARELO
para Domingos Pellegrini
Desfaz solene a linha do horizonte,
na imprecisa memória de eu criança,
bolindo em sortilégios da lembrança,
silhueta colorida, um certo monte.
Já se adivinha, mesmo que eu não conte,
retrato com palavras não alcança
mescladas impressões tecendo trança
entre o que fui e sou, confusa ponte...
É como a subjetiva melodia
irracional que sai de um violoncelo
plangente e longe no raiar do dia.
É como o brincalhão polichinelo
sonhado, mas real, que então eu via,
sobre o monte, naquele ipê amarelo...
Marcos Satoru Kawanami
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4 comentários :
Brigada Marcos !!
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e seu post esta muito lindo !!(como sempre)
beijos
obrigada pelas constantes visitas em meu blog. um beijo!
Eu também vejo gentes em montes, campos, ipês... tudo sonhado, mas real. A minha ponte é estreitinha.
Ps: qnd eu digo que se o amor é fantasia estou em carnaval é pra indicar que fantasia, só aquela de carnaval, que é real. Queria afirmar exatamente isso, o amor é real, está em tudo o que vejo.
Um beeijo!
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