
JACÓ E RAQUEL
"Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
mas não servia ao pai, servia a ela,
e a ela só por prêmio pretendia."
Sete anos pondo fé Jacó bebia
cachaça por Raquel, caipira bela;
mas não bebia só, e sim com ela,
porquanto embriagá-la pretendia.
Os dias, na esperança de um só dia,
passava contentado na esparrela;
porém a moça, usando de cautela,
jamais se embriagava, só fingia.
Vendo o pinguço, assim, que com enganos
sempre escapava sóbria a sedutora,
pudicamente e nada doidivana,
despenca-se a beber outros sete anos,
dizendo: —Mais bebera se não fora
para tão grande amor... tão pouca cana!
Marcos Satoru Kawanami (caipira que não bebe álcool, só tererê)
11 comentários :
Talvez caberia você me dizer o que pensa da frase...
Para tão grande amor... tão pouca vida... Geralmente não costumo gostar dessas releituras, mas a sua ficou realmente interessante... com uma identidade... marcas suas nela...
Sete anos é pouco para tão grande amor.
Hum-hum... conheço a história dos dois. E acho linda. Linda, mesmo. Já cheguei a escrever trechos de algumas partes da história, e entreguei a alguém, a fim de lembrar-lhe que o tempo não pode ser empecilho para um amor que se diz muito forte e que, às vezes, de maneira incomum, é bem amigo. Mas, eu tenho pontas de dúvidas. Não, dúvida, não. É medo. rs
Identifico-me (1).
Olá..eu gosto dessa história..também acho linda..
Marcos..eu li pra minha mãe aquela história AMANHÃ,TALVEZ...(é a minha preferida) e ela também amou..vim trazer-lhe os parabéns, da parte dela e minha também..de novo..rsrs
Pois é..aqui onde moro também falamos "ponta-cabeça" mas já vi muitas pessoas falarem "de cabeça para baixo" .. eu acho que não tem diferença nenhuma..rsrs
Então é isso.. Um grande abraço :)
Outra coisa: mulher só tem ciúme do amigo do marido, quando ela entende que o amigo oferece algum risco ao seu casamento.
Outra coisa: é melhor que tenha sobrinhos, porque ficar para titio sem, de fato, ter sobrinho é muito pior. rs
Minha irmã mais nova casou, eu fiquei pra trás, há três meses ela deu à luz um filhinho, Isaac, coisa mais linda, agora eu digo declaradamente que fiquei para titia.
Regador de boninas,
Sabe que de vez em quando, a minha intenção é fazer com que pensem que Isaac é meu filho (que minha irmã não ouça isso, ela me mataria, aquela baixinha). Meu coração fica extremamente vaidoso, quando alguém na rua diz que o menino é parecido comigo. rs
Isaque (Ele sorriu), é o filho da promessa feita por Deus a Abrãao e Sara e, posteriormente, pai de Jacó, que roubou do irmão gêmeo Esaú, juntamente com sua mãe, o direito da benção dada pelo pai no leito de morte. Tanto Isaque como Jacó, são filhos de mulheres estéreis, consoladas pela promessa do Deus de Israel em torná-las mães, cujo milagre eu espero que seja repetido em minha vida.
Não tem problema! As boninas são bonitas e são da família das gérberas. rs
Além do mais, o poema veio muito a calhar, pois nasci numa cidade chamada Planaltina.
Copiando e colando o comentário feito no blog da Tânia.
Na verdade verdadeira, Raiane e eu nos conhecemos pessoalmente. Já chegamos a morar na mesma cidade, mas, enquanto lá, nunca nos topamos - adolescentes geniosamente incompatíveis. Passado um tempo, na internet, nos reencontramos, ela já havia encontrado a Luciana e nos apresentou. Então, nos tornamos amigas. Isso deve ter uns cinco ou seis anos. Luciana foi morar na Itália, mas a amizade continuou. Eu tomei um chá de sumiço, mas a amizade continuou. Luciana voltou a morar no Brasil e continuamos a amizade. Agora, quando saímos - poucas vezes - Raiane e eu tentamos registrar ao menos o nosso desejo de que a Luciana esteja presente sempre. Não é fofo? rs
Ps. como estou monopolizando o espaço para comentários em seu blog, resolvi escrever por e-mail.
me identifiquei muito.
muito mesmo :x
rs
gostei da releitura :]
Mulheres sempre fingem embriaguez para seduzir os homens... rs... ou outras mulheres que é o meu caso. =P
Identifico-me (3).
Beeijo!
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