
FRACTAL
- soneto em alexandrinos -
(ao meu amigo pintor e matemático Artêmio Fonseca de Carvalho Filho)
A forma está presente em toda a natureza…;
inútil refutar tamanha onipresença,
meu caro modernista afeito à desavença,
que empunha o gládio em vez da lira (com certeza).
Poeta, no pós-tudo, até sem ter destreza
na rima amor com flor, e ninguém há que vença
ensinar-lhe o valor da antiga e firme crença
que o esmero, ao divinal fitar, propõe beleza.
A prova aí está, desponta na ciência
vitaminada, além ultra, que é chic e tal
— o zelo da razão é paz, sem penitência…
Em um minério ou bem em plantas de quintal,
em um soneto ou bem na gênese da essência:
a forma lá está, na equação de um Fractal.
Nhandeara, 21 de janeiro de 2009
Marcos Satoru Kawanami
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2 comentários :
opa! Onde que você me viu na baia?
ahahahahha é baia que a gente chama aqui mesmo.
Olha, eu não trabalho em um grande jornal, faço assessoria de imprensa, mas tenho amigas que desde o ano passado estão em grandes veículos.
Por que não tenta fazer jornalismo?
acho que nunca é tarde para fazer aquilo que a gente quer e realizar nossos sonhos.
beijos!
Indefinidamente.
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