segunda-feira, 6 de março de 2017

PARÓDIA A “ROSA” DE PIXINGUINHA



PARÓDIA A “ROSA” DE PIXINGUINHA

Tu vais fazer o que em Marte?,
se lá é tão frio. O amor
de certo não existe
num planeta sem ardor
que vem a me fazer supor
que seja onde for
aqui na Terra tu estarás muito melhor.

Se Deus nos fez este ambiente
aqui tão coerente, divino,
pra que esculhambar assim a nossa Terra?
Teu coração lá será lacerado,
gelado e petrificado sobre a murcha flor
desse teu peito ateu.

Tu vais te encarcerar legal
naquela espacial colônia penal
do meu falido amor, subido(?) amor.
Tu vais levar muito mais longe a flor.
Tu vais fazer na Criação
rombuda expansão, chego a supor.

O riso, a fé, a dor
em Marte chegarão, mas não terão sabor
em vozes tão dolentes, seja como for.
És láctea estrela,
és Via-Láctea estrela,
és tudo enfim que tem cabelo
em todo despudor da santa natureza.

Perdão se ouso confessar-te:
eu hei de ir sempre a Marte!
Oh, flor, meu peito não consiste,
e tamanha inconsistência é triste
na vã promessa exorbitante
que vais um dia orbitar,
e orbitar naquele
tal lugar.

Fincar teu pé onipotente
em solo avermelhado, e a dor,
a dor é minha só por tua ingratidão.
Depois, se eu tiver paciência,
escrevo à Ciência
carta em que dissertarei meu parecer
do teu enlouquecer.

Marcos Satoru Kawanami

3 comentários :

Jaime Guimarães disse...

Digamos que o amor é universal de fato - tanto na Terra quanto em Marte. (mas eu prefiro aqui na Terra mesmo, ainda que tenhamos tanto desamor por aqui Mas o terreno ainda é fértil)

Elyane Lacerdda disse...

Que maravilha entrar aqui em seu blog!
grandes músicas, poemas.....
amigo, vc com essa paródia me encantou!!!!!!
Quanta saudade de chorinhos!!!!!!
Bjo no coração,amigo poeta!
http://www.elianedelacerda.com

A Terra ainda é meu lugar!!!!!!!!!kkkkkkkk

Rapha Barreto disse...

Muito bom o poema Marcos, escreveste muito bem.
O amor as vezes é ingrato e iremos sentir dor e hei de continuarmos vivendo.


Abraço,
http://mylife-rapha.blogspot.com