segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

VALIDADE


VALIDADE

Atada à propaganda, a mídia inunda
a mente do zumbi consumidor
de carne humana, que o vegano ardor
consola no vazio, o qual lhe abunda.

Anárquica euforia pede bunda
na rima que eu acabo de compor,
então abundo a rima se isso for
conserto pra demência tão rotunda.

Progresso, vem!, até zerar o pote,
faz lucro, e põe a juro o que lucrar,
estende a validade deste lote.

O juro sabe bem inflacionar,
depois, Progresso, inflado, muito arrote
as almas que nem hás de sepultar.


Marcos Satoru Kawanami

2 comentários :

Elyane Lacerdda disse...

Amigo poeta,
essa foto me fez analisar muitas coisas...
seu soneto é perfeito e mil....
Adoro o que vc escreve com tanta ironia!
Bjo e linda semana!
http://www.elianedelacerda.com

A Casa Madeira disse...

Oi Marcos,
como de costume passo na metade do mês
para algumas visitas, então... me deparo
com esse poema cheio de realidade e
essa imagem que é reflexiva e aterrorizante ao mesmo tempo.

Por aqui aumentou em demasia comidas veganas.
O mês passado entrei em um desses estabelecimentos;
Pedi algumas coisas para levar, para a minha surpresa veio tudo em tanto
pote de plástico que fiquei de boca aberta.
Aí percebi que as vezes só muda o discurso mas na hora de ganhar
dinheiro o sistema é o mesmo.k
E o lixão... só aumenta.
É tão difícil ter menos discurso e mais atitude...
Gostei da imagem e poema.
Boa continuação de mês.