domingo, 5 de junho de 2016

COVEIRO

http://gshow.globo.com/webseries/causos-do-ze-coveiro/no-ar.html
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COVEIRO

Mudei-me para o bairro do pé junto,
lugar calmo e de muita urbanidade,
porém recanto morto da cidade,
pois, pra vizinho, tenho só defunto.

Eu mesmo me respondo se pergunto,
e, sem por que falar amenidades,
já penso com maior profundidade,
comendo pão de queijo com presunto.

Coveiro sou, estou a edificar
um bairro para baixo, nos canteiros
onde todos irão se aconchegar.

Sou construtor dos lares derradeiros,
e vou cavando sem me preocupar,
pois nunca vi enterro de coveiro!


Marcos Satoru Kawanami


3 comentários :

A.C. disse...

Tenho que admitir, também nunca vi enterro de coveiro kkkkkk
Muito bem escrito, adoro essas poesias!
Abraços!

Patricia disse...

Deixe-me surpreendida e eu adoro isso, porque seus poemas sao especiais e únicas, escrbir de um "coveiro que edifica un bairro para baixo, nos canteiros onde todos irao se aconchegar" é o mais original e unico!!
Beijinhos, love your blog!!

A. J. Cardiais disse...

Marcos, estou levando este soneto para a coletânea "Poetizando Momentos", está certo? Depois você dá uma olhada na minha pagina, no Clube de Autores. Abraços