terça-feira, 24 de maio de 2016

BRISA


BRISA

Para aquém, para além e para a brisa,
que venta sem ser vento e sem ser venta,
mas cuja serventia se incrementa
quando o muito calor desajuíza.

Para aquém, para além, mas não avisa,
propaganda não faz, e está isenta
do mal que traz o vento da tormenta,
é anônima no bem, e só o bem visa.

Assim, algumas almas de brandura
afagam do planeta a humanidade
levando o Criador à criatura.

Mas, se melhor se prova a amenidade
da brisa na infernal temperatura,
é aquém que vai-se além, na eternidade.


Marcos Satoru Kawanami