sexta-feira, 8 de abril de 2016

VELÓRIO DE ANÃO

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VELÓRIO DE ANÃO

No velório de um anão,
a pomba-gira desceu
no meu papagaio ateu,
que já era falastrão.

Mas desceu na contramão,
pois com cachaça benzeu
o defunto e o padre Alceu,
e ainda disse um sermão:

— Este defunto morreu
de hemorroida no pulmão,
e pau no cu de quem creu.

Não se fecha este caixão:
Levanta, compadre meu,
não há velório de anão!


Marcos Satoru Kawanami