domingo, 21 de fevereiro de 2016

NO VACILAR DO CÉREBRO

LINK: samba anatômico

NO VACILAR DO CÉREBRO

Sentindo a inapetência da razão
em termos de sentir e coisa e tal,
fez digitalizar o irracional,
para entender a mente do culhão.

Foi obra de um modesto cidadão
chamado Armando Pinto de Cabral,
que, apesar de não ser sentimental,
também deu crânio a todo coração.

Por uma ligação neurossimpática,
culhões e coração se relacionam
com mais razão que a própria matemática.

No vacilar do cérebro, funcionam
de forma impertinente e sistemática,
e os homens, nesse enredo, se apaixonam.


Nhandeara, 21 de fevereiro de 2016
Marcos Satoru Kawanami


3 comentários :

Laura Santos disse...

Não faço ideia de quem seja Armando P. Cabral, mas se "deu crânio a todo o coração", fez algo de bastante útil! De facto, como também diz o Samba Anatómico de Noel Rosa; "coração não és sentimental...". E não é; o coração não passa de uma espécie de máquina, e todos os dias lhe atribuimos características que o coração não tem. Mas continuaremos a fazê-lo. :-)
xx

manuela baptista disse...

faz lembrar Bocage


um abraço, Marcos

Arco-Íris de Frida disse...

É... bem nesse enredo mesmo...