domingo, 27 de dezembro de 2015

MARIA FLOR

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MARIA FLOR

Maria Flor, és flor além do pensamento,
envolves todo o espaço em flores de poema,
fazendo a luz sorrir na tela do cinema,
fazendo a luz luzir em todo o firmamento.

Maria Flor, te peco, e peco em desalento,
sapeco-me a bulir em luz de chama extrema,
mas aguentar não dá (como agüentar sem trema?),
e entendo que meu mal é o nono mandamento.

Seja estranho escrever o que eu agora escrevo,
poema e sensatez não travam amizade
pelo que aqui se vê, porém parar não devo.

Porquanto é sensatez ou é sobriedade,
mas não é poesia, achar aquele trevo
de quatro folhas sem lembrar da mocidade.


Nhandeara, 27 de dezembro de 2015
Marcos Satoru Kawanami